Que o mercado americano está muito a frente em termos de regulamentação já não é segredo para ninguém, desde o fim do ano passado o voo por hobby já está regulamentado, com o pagamento de apenas uma pequena taxa de 5 dólares, você pode voar tranquilamente, o voo comercial é um pouco mais complicado, burocraticamente falando, o que inclusive deu margem para o crescimento de um mercado de consultoria jurídica, aonde, pagando entre 1500 e 2000 dólares um advogado especialista faz toda a tramitação para que se possa conseguir a autorização para voo comercial, ou seja, a novidade é a publicação da Part 107, que diz respeito a limites operacionais, certificação do piloto e isenção de certificado para o equipamento (isso mesmo, o equipamento acabou ficando ISENTO de certificação, apenas o piloto precisa). Falar que só agora o voo com fins diferentes do hobby foi liberado é um erro de quem não conhece à respeito do assunto, já existem mais de 4000 empresas operando comercialmente sob a Ex.333 e milhares de pessoas voando comercialmente com a autorização para Hobby, pois a FAA não estava realizando a punição em virtude de algumas brechas legais.

O que a Part 107 veio estabelecer:

Drones de até 25kg estão cobertos pela regra, o voo deve ser realizado dentro da visada (operações fora da visada serão analisadas caso a caso, já existem empresas com essa autorização), drone não pode ser operado por pessoas não envolvidas na equipe, operações somente com luz natural ou com luzes, não estar em rota de outras aeronaves, voo FPV somente com observador, o voo visual pode ser realizado por apenas uma pessoa, velocidade máxima de 160km/h, 121 metros é a altura máxima, condição de visibilidade de 4.8km, o operador pode pilotar somente um drone de cada vez, operação realizada em veículos em movimento somente em áreas não habitadas e sem pessoas ao redor, não realizar operação imprudente, não carregar nenhum material tóxico / explosivo ou letal, realizar checklist pré voo, não pilotar bebado ou sob efeito de drogas, pode levar carga, desde que tenha um bom sistema de controle com acionamento remoto, o piloto em comando deve ser certificado junto à FAA (realiza uma prova de conhecimentos aeronáuticos) mas é possível um segundo piloto não certificado conduzir a operação, desde que o piloto em comando esteja junto, mínimo de 16 anos.

Como pode ser observado, é um ótimo conjunto de regras, o texto inicial era um pouco mais rígido, no entanto, devido a uma pressão de pilotos e empresas o FAA deu uma pequena “relaxada” e priorizou regras que são boas para o mercado, ficando devendo apenas as regras para voo fora da linha de visada, que é outra grande reivindicação das empresas por lá, principalmente para viabilizar negócios como entregas e também nas tarefas de busca e resgate, dentre outras.

voos-drone-visada-fora-de-visada

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