O que é Drone?

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drone militar israelense
drone militar israelense

A utilização do termo drone causa muitas discussões ainda entre a comunidade envolvida com veículos não tripulados, uma boa parte defende que o termo só deveria ser utilizado no âmbito militar, outros defendem que a capacidade de voo autônomo é o que deve definir se a aeronave não tripulada é ou não um drone.

A nossa visão e utilização aqui no site da Doctor Drone é a mais ampla, tendo em vista que é a terminologia utilizada amplamente pela mídia, sites de venda de produtos no exterior e pessoas leigas que estão procurando conteúdo para se informar.

Consideramos:
Drone é um veículo aéreo não tripulado(VANT) dotado de uma controladora de voo que pode receber comandos através de rádio frequência, infra vermelho e/ou carregar missões previamente definidas por coordenadas GNSS(Global Navigation Satellite System) de uma constelação qualquer (ex.:GPS).

No Brasil ainda há outros termos utilizados, como VARP (Veículo Aéreo Remotamente Pilotado) ou RPAS (Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas), a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) utiliza muito o termo RPAS em sua comunicação, além de VANT e UAV(Unmanned Aerial Vehicle).

O comportamento de busca dos brasileiros em relação aos drones ainda conta com alguns fatos interessantes como se referir a drone americano quando se busca informações sobre drones militares, e não é apenas os Estados Unidos que produzem drones militares, temos vários outros países, com destaque para Israel (confira a história ilustrada dos drones).

Quando observamos a utilização dos termos em âmbito global, temos como primeiro lugar de utilização o termo drone e em segundo o termo SUAS(Small Unmanned Aircraft Systems) , mais detalhes em nosso artigo guerra das nomenclaturas).

A palavra drone significa zangão em inglês e a associação ocorreu devido ao som similar do equipamento multirotor com um zangão.

Alguns profissionais defendem que somente os multirotores podem ser chamados de drone, devido justamente a somente eles terem o som similar ao de um zangão, no entanto, não acreditamos que esse seja um posicionamento acertado tendo em vista os drones militares, que são chamados de drones há muito tempo.

Quanto a aplicação podemos dividir os drones em civis e militares, a maioria dos militares compreendem aeronaves de mais de 150kg e estão em uma categoria à parte.

A proposta de regulamentação no Brasil vai classificar pelo peso e também pelo modo de voo, VLOS(aonde o piloto tem contato visual constante com o drone) ou BLOS(voo além da linha de visada).
Classificação e liberação de uso segundo a ANAC (proposta):

Alguns modelos de drones:

Os drones militares já foram responsáveis por muitas mortes, no entanto, a má utilização do equipamento não pode desabonar o equipamento em si, os drones militares são equipamentos fantásticos, que serviram de base tecnológica para diversos UAVs que hoje são vendidos comercialmente.

Curiosidade:
O drone do pânico que foi perdido no set de A Fazenda foi até parar na justiça, a Band entrou contra a Record para reaver o aparelho, fato bem inusitado, se tratando de um drone que estava infringindo algumas regras, afinal de contas, estava voando comercialmente.

A tentativa de recuperação do drone do pânico abaixo também foi frustrada.

Confira o ótimo documentário sobre como os drones estão mudando nosso mundo (inglês por enquanto, em breve legendado em portugues):

*update recebemos um e-mail reclamando que esquecemos de mencionar a utilização do termo para robôs táticos terrestres não tripulados, correção feita! O termo também é utilizado para definir robôs terrestres e híbridos, como o Ugav. E não vamos nos esquecer a indústria de cinemas que utiliza o termo para alguns andróides e ginóides.

 

*update 2

A Força Aérea Brasileira também se manifestou recentemente sobre a terminologia, as definições sob o ponto de vista da FAB você encontra abaixo:

Drone
Antes de mais nada, é importante destacar que o termo “drone” é apenas um nome genérico. Drone (em português: zangão, zumbido) é um apelido informal, originado nos EUA, que vem se difundindo mundo a fora, para caracterizar todo e qualquer objeto voador não tripulado, seja ele de qualquer propósito (profissional, recreativo, militar, comercial, etc.), origem ou característica. Ou seja, é um termo genérico, sem amparo técnico ou definição na legislação.

VANT

VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), por outro lado, é a terminologia oficial prevista pelos órgãos reguladores brasileiros do transporte aéreo para definir este escopo de atividade. Há, no entanto, algumas diferenças importantes. No Brasil, segundo a legislação pertinente (Circular de Informações Aéreas AIC N 21/10), caracteriza-se como VANT toda aeronave projetada para operar sem piloto a bordo. Esta, porém, há de ser de caráter não recreativo e possuir carga útil embarcada. Em outras palavras, nem todo “drone” pode ser considerado um VANT, já que um Veículo Aéreo Não Tripulado utilizado como hobby ou esporte enquadra-se, por definição legal, na legislação pertinente aos aeromodelos e não a de um VANT.

RPA

Do mesmo modo, há dois tipos diferentes de VANT. O primeiro, mais conhecido, é o RPA (Remotely-Piloted Aircraft / em português, Aeronave Remotamente Pilotada). Nessa condição, o piloto não está a bordo, mas controla aeronave remotamente de uma interface qualquer (computador, simulador, dispositivo digital, controle remoto, etc.). Diferente de outra subcategoria de VANT, a chamada “Aeronave Autônoma” que, uma vez programada, não permite intervenção externa durante a realização do voo. Como no Brasil a Aeronave Autônoma tem o seu uso proibido, tratemos a partir daqui apenas das RPA. A chamada RPA, enfim, é a terminologia correta quando nos referimos a aeronaves remotamente pilotadas de caráter não-recreativo.

RPAS

Há ainda o termo RPAS, que nada mais é do que um sistema de RPA. Em outras palavras, nos referimos às RPAS quando citamos não só a aeronave envolvida mais todos os recursos do sistema que a faz voar: a estação de pilotagem remota, o link ou enlace de comando que possibilita o controle da aeronave, seus equipamentos de apoio, etc. Ao conjunto de todos os componentes que envolvem o voo de uma RPA usamos, portanto, o nome de RPAS (Remotely Piloted Aircraft Systems).

 

 

 

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